domingo, 16 de outubro de 2011

Dia da Favela - Lei

O Dia da Favela 4 de novembro foi instituído no município do Rio de Janeiro pela Lei Municipal nº 4383/06 e revogada pela Lei Ordinária nº5146 de 07 de janeiro de 2010 que "Dispõe sobre a consolidação municipal referente a eventos, datas comemorativas e feriados da Cidade do Rio de Janeiro e institui o Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da Cida
de do Rio de Janeiro".

Lei 4383/06 | Lei nº 4383 de 28 de junho de 2006 do Rio de janeiro

Autor: Vereador Edson Santos

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o Dia da Favela, no Calendário Oficial do Município do Rio de Janeiro, a ser comemorado no dia 4 de novembro de cada ano.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

CESAR MAIA

Prefeito Municipal

Link: http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/257657/lei-4383-06-rio-de-janeiro-rj

Lei 5.146/2010 de 07 de janeiro de 2010 do Rio de Janeiro




Link: http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/873957/lei-5146-10-rio-de-janeiro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dia da Favela - evento

No dia 04 de novembro de 2011 acontecerá a 2ª edição da exposição de fotografias "(Re) Descobrindo o Bairro do Caju: história, memória e patrimônio".
Este ano, a exposição será realizada no CIEP Henfil (rua Carlos Seidl, s/nº - Caju) de 10:00 às 20:00 e será aberta ao público.
Durante todo o dia, além da exposição, acontecerão também atividades culturais: contação de histórias, exibição de filmes com debate, apresentação de slideshow sobre a história das favelas no Rio de Janeiro e muito  mais.
A exposição é realizada pela Professora Samantha Lobo e conta com a colaboração dos professores Erika Bueno e Alexandre dos Reis, e com o apoio da nova direção do CIEP Henfil.

sábado, 13 de agosto de 2011

Livro "Geografias Cariocas"


Em maio, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro lançou o livro "Geografias Cariocas", da escritora Luciana Sandroni, voltado para o público infanto-juvenil. Tive acesso ao livro, que traça um roteiro dos pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro e é realmente bastante interessante.

No entanto, mais uma vez, constato que o bairro do Caju com seus cemitérios e o Museu da Casa de Banho foi esquecido, embora o livro tenha um capítulo inteiro sobre a Zona Portuária.

Me pergunto quais motivos levam a esse "esquecimento" do bairro, e a resposta que me vem, a grosso modo, é que lá estão escondidas realidades que a sociedade não faz a menor questão de lembrar que existem: morte, lixo, doença e miséria.
Mas no bairro não existe apenas ISTO, e além do mais, até ISTO pode e deve ser visto com outros olhos.
O lixo se transforma em filme se visto de outro modo, vide o documentário Lixo Extraordinário, e o Museu da Limpeza Urbana - Casa de Banho de D. João VI é um espaço muito interessante para ser visitado por moradores da Cidade Maravilhosa e por turistas.
Cemitério pode ser ponto turístico! Quem foi a Buenos Aires e não visitou o Cemitério da Recoleta?


Tudo é uma questão de como direcionamos nosso olhar!

"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara."
(Saramago)

De qualquer forma o livro é bastante interessante e pode ser um valioso instrumento de trabalho, diversão e conhecimento para professores e alunos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dia da Favela


O Dia da Favela 4 de novembro foi instituído no município do Rio de Janeiro pela Lei Municipal nº 4383/06 e revogada pela Lei Ordinária nº5146 que "Dispõe sobre a consolidação municipal referente a eventos, datas comemorativas e feriados da Cidade do Rio de Janeiro e institui o Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas da Cida
de do Rio de Janeiro".

Uma sugestão pra quem está interessado em pensar um pouco mais sobre as questões ligadas a essa temática é o livro de Adrelino Campos. Excelente leitura!



DO QUILOMBO A FAVELA - A PRODUÇAO DO ESPAÇO

CRIMINALIZADO NO RIO DE JANEIRO

Autor: CAMPOS, ANDRELINO

Editora: BERTRAND BRASIL

Assunto: GEOGRAFIA


De Balneário Real a um dos mais baixos IDHs do município

Por Samantha Lobo

O bairro do Caju, localizado na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro, é conhecido por abrigar a segunda maior área de enterramento das Américas e a maior da América Latina – que é composta por quatro cemitérios e um crematório- que juntos ocupam um terço da área do bairro. No entanto, o bairro do Caju tem uma importância histórica muito maior e que é pouco conhecida até mesmo por seus moradores. De Antiga Fazenda Real de São Cristóvão e local de veraneio da elite da época aos dias atuais, a história do bairro é marcada por diversas transformações em função do status social que o bairro passa a ocupar com a expansão da cidade para a Zona Sul, quando até mesmo o Campo Santo do Caju perde sua posição de destaque e as famílias mais abastadas optam pelos sepultamentos no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

As comunidades que vão surgindo, a instalação de hospital para tratamento de doenças infecto-contagiosas, o “lixão” e os estaleiros acabam por retirar do bairro seu caráter residencial e transformá-lo em bairro pouco valorizado para moradia e lazer. Com a desvalorização do bairro surgem os primeiros barracos construídos por pescadores portugueses e espanhóis em sua maioria.

Mesmo com a revitalização da Zona Portuária, ocorrida nos últimos anos, o bairro do Caju não foi beneficiado pelas ações desenvolvidas. Muitas publicações, projetos, obras e atividades culturais foram desenvolvidas nos demais bairros da Zona Portuária: Gamboa, Santo Cristo e Saúde, sem que o bairro do Caju fosse incluído.

No bairro existem 5 escolas municipais, 6 creches municipais e 2 escolas estaduais. No entanto, apresenta um dos mais baixos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município tendo elevadas taxas de analfabetismo, baixa escolaridade e desemprego. Segundo pesquisa realizada em outubro de 2002 pelo Sistema FIRJAN a população do bairro era de 24.544 pessoas em 7.066 domicílios.

Assim como nas demais comunidades de baixa renda a população é composta na sua maioria por jovens e a taxa de analfabetismo para maiores de 15 anos é de 13,6% de acordo com a mesma pesquisa. Sendo esse número bastante elevado mesmo em relação a outras comunidades do município.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma Avenida Chamada Brasil

O documentário "Uma Avenida Chamada Brasil" está disponível em http://www.cineconhecimento.com/2010/10/uma-avenida-chamada-brasil/

Crônica sobre a avenida que dá acesso ao Rio de Janeiro, passando por diversas favelas e bairros operários. Assaltos e a violência dos esquadrões são alguns dos fatos capturados por uma câmera que rodou pela Avenida Brasil ao longo de 6 meses. ”Um filme violento contra a violência” era uma das chamadas no pôster oficial.

Ficha técnica
Direção: Octávio Bezerra
Lançamento: 1989
Duração: 85 min
Cor: Colorido
Formato:RMVB
Tamanho: 359Mb
Legenda: S/L

domingo, 31 de julho de 2011

Infelizmente o Caju só aparece nos noticiários dessa forma.
O que poderia ser feito para mudar essa realidade?

http://j.mp/oc4wd6

Policiamento é reforçado na Linha Vermelha após tentativa de arrastão

Um motorista de táxi e o passageiro tiveram os pertences roubados.
Alguns motoristas deram marcha a ré na via expressa no Rio.

Do G1 RJ

Agentes do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRv) reforçaram o patrulhamento na Linha Vermelha, no Rio, após uma tentativa de arrastão durante a madrugada deste sábado (30). As informações são da Polícia Militar.

Um motorista de táxi e o passageiro prestaram queixa na 21ª DP (Bonsucesso), após terem sido assaltados na via expressa, na altura do Parque Alegria, no Caju, na Zona Portuária, na pista sentido Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, eles foram abordados por um grupo e tiveram cartões, relógios e celulares roubados. Alguns motoristas, assustados, deram marcha a ré.